Em declarações sobre o futuro da Faixa de Gaza pós-conflito, o Ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, insinuou a existência de um plano para transformar a região em um empreendimento lucrativo. Smotrich, membro do partido ultranacionalista Sionismo Religioso, que integra a coalizão governamental, mencionou um “plano de negócios” que estaria sob análise do presidente dos Estados Unidos.
O ministro sugeriu que a reconstrução de Gaza, após a destruição de grande parte de sua infraestrutura civil, poderia gerar um significativo retorno financeiro. “Existe um plano de negócios, elaborado pelos profissionais mais qualificados, que está sobre a mesa, sobre como transformar esta situação numa mina de ouro imobiliária”, afirmou Smotrich.
O ministro defendeu a ideia de que Israel deveria colher os benefícios financeiros da comercialização de terras em Gaza, após os investimentos realizados durante o conflito. “Tendo investido muito dinheiro nesta guerra, devemos partilhar os lucros da comercialização de terrenos em Gaza”, completou.
Estimativas indicam que cerca de 90% da infraestrutura de Gaza foi destruída, resultando no deslocamento de grande parte da população local, estimada em 2 milhões de palestinos.
As ações militares em Gaza levaram a acusações de genocídio contra o governo israelense, feitas por países, organizações de direitos humanos, relatórios da ONU e estudiosos. O governo de Benjamin Netanyahu nega as acusações.
O presidente dos EUA teria defendido a expulsão dos palestinos de Gaza e a construção de um tipo de litoral turístico.
Resoluções da ONU proíbem a aquisição de territórios por meio de guerra, prática considerada violação do direito internacional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br