Microsoft Anula Acordo com Israel Após Denúncias de Vigilância

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

A Microsoft anunciou o cancelamento de contratos com o Ministério da Defesa de Israel, após alegações de que um software da empresa estaria sendo utilizado para monitorar palestinos. A decisão surge após a divulgação de uma reportagem que apontava o uso da tecnologia para vigilância em massa.

Em comunicado interno, o presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou ter encontrado evidências que confirmam “elementos” da reportagem. A empresa justifica a medida como forma de garantir a conformidade com seus termos de serviço, com foco em evitar o uso de seus serviços para vigilância em massa de civis.

Smith ressaltou que a decisão não afeta o trabalho da Microsoft na proteção da segurança cibernética de Israel e outros países do Oriente Médio. Ele reiterou o compromisso da empresa em não fornecer tecnologia para vigilância em massa, afirmando que este princípio é aplicado globalmente.

Um especialista em tecnologias digitais, Sérgio Amadeu, questiona se a Microsoft possui mecanismos seguros que realmente impeçam a vigilância em massa de civis por forças militares. Ele levanta dúvidas sobre como a empresa garante que dados obtidos através de vigilância não são armazenados, especialmente considerando o envolvimento da Microsoft com outras empresas no oferecimento de sistemas de Inteligência Artificial (IA) para segurança e defesa.

A reportagem que motivou a ação da Microsoft alegava que Israel utilizava a nuvem Azure para armazenar um grande volume de dados, incluindo gravações de chamadas telefônicas de palestinos. A plataforma teria uma capacidade quase ilimitada de armazenamento, funcionando como uma ferramenta de vigilância em massa, facilitando operações militares.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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