O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou a primeira reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) nesta quinta-feira (16). Criado em 2022, o órgão tem como objetivo planejar políticas para a exploração mineral, com foco em minerais críticos e terras raras, elementos que têm gerado tensões globais.
Composto por representantes de 18 ministérios e presidido pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o conselho terá um papel semelhante ao do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Silveira destacou que o CNPM irá orientar as políticas públicas do setor mineral, capacitando a Nacional da Mineração a implementar essas políticas. A importância dos minerais críticos e estratégicos para a descarbonização, transição energética, segurança alimentar e soberania nacional foi ressaltada.
A reunião de abertura foi fechada à imprensa, e o presidente Lula deixou o Ministério de Minas e Energia (MME) sem declarações.
Espera-se que o CNPM aprove o Plano Nacional de Mineração para o período de 2025 a 2050, com debates sobre minerais críticos e estratégicos, mineração sustentável, segurança energética e alimentar.
Minerais críticos são recursos essenciais para setores como tecnologia, defesa e transição energética, sujeitos a riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. Lítio, cobalto, níquel e terras raras são exemplos, cruciais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.
O Brasil detém cerca de 10% das reservas mundiais desses elementos, conforme o Instituto Brasileira da Mineração (Ibram). O ministro Alexandre Silveira mencionou um convite para discutir a exploração de minerais críticos com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright.
Após um encontro entre Lula e o presidente norte-americano, os países buscam superar a taxação imposta pelos Estados Unidos e a exploração de minérios pode ser incluída em uma possível negociação.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br