Empresas e instituições brasileiras elevaram significativamente seus investimentos em ações sociais no último ano, superando a marca de R$ 6,2 bilhões. Esse montante representa um salto de 19,4% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo aumento dos recursos próprios das organizações, que cresceram 35%, atingindo R$ 4,79 bilhões. Os recursos incentivados totalizaram R$ 1,42 bilhão.
O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, revela um panorama estratégico do investimento social corporativo no país, com o objetivo de fornecer parâmetros para o planejamento de empresas, institutos e fundações. O estudo busca auxiliar executivos sociais na análise comparativa de suas atuações, promovendo o aprendizado coletivo e a troca de experiências em torno de desafios comuns.
Educação e cultura permanecem no topo das prioridades dos investidores sociais, com destaque para o crescente interesse em inclusão produtiva. Essa tendência reflete a preocupação em qualificar a mão de obra, atendendo tanto às necessidades sociais quanto às demandas do mercado de trabalho.
As ações voltadas para as emergências climáticas ganharam destaque, com empresas demonstrando preocupação em relação aos efeitos cada vez mais intensos dos eventos climáticos extremos.
O setor industrial, tradicionalmente focado em demandas territoriais, tem ampliado sua participação no investimento social, equilibrando-se com o setor de serviços, que historicamente liderava essa área. Jovens continuam sendo o grupo populacional prioritário dos investimentos, refletindo a preocupação com a escassez de talentos e a necessidade de preparar as futuras gerações para os desafios do mercado de trabalho.
O estudo também aponta para uma crescente tendência de co-investimento, com empresas buscando parcerias e alianças para ampliar o impacto de suas ações sociais. Acreditam que, unidas, podem enfrentar de forma mais eficaz os complexos problemas sociais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br