A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, focada na investigação do crime organizado, iniciou suas atividades com as primeiras oitivas. Na terça-feira, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, prestaram depoimento aos membros da comissão a partir das 9 horas.
Na quarta-feira, a CPI ouviu o diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais, Antônio Glautter de Azevedo Morais, e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) desde o início dos anos 2000.
A instalação da CPI ocorreu no dia 4 de novembro, após a repercussão de uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes. As reuniões de trabalho da comissão coincidem com a discussão na Câmara dos Deputados sobre um projeto de lei Antifacção, que enfrenta resistências.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, declarou que o objetivo é realizar um diagnóstico completo da atuação de facções e milícias no Brasil, visando a adoção de políticas de segurança mais eficazes. Segundo ele, a intenção é identificar soluções que realmente funcionem, evitando a repetição de medidas ineficazes.
O presidente da Comissão, senador Fabiano Contarato, afirmou que trabalhará para evitar que a CPI se torne um palco político, buscando resultados concretos para o combate ao crime organizado. Ele ressaltou a importância de dar uma resposta à população, garantindo a segurança pública como direito de todos e dever do Estado.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br