Corregedor da Câmara Pede Suspensão de Deputados por Motim no Plenário

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A Corregedoria da Câmara dos Deputados recomendou a suspensão dos mandatos de três deputados e a aplicação de censura escrita para 14 parlamentares da oposição, após análise de suas participações em um motim ocorrido no plenário da Casa no início do mês anterior.

O corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel, sugeriu ao Conselho de Ética a suspensão do deputado Marcos Pollon por 90 dias, e dos deputados Marcel Van Hattem e Zé Trovão por 30 dias cada. Todos são acusados de obstrução da cadeira da Presidência.

Pollon ainda enfrenta outro pedido de suspensão por 30 dias, elevando o total para 120, devido a acusações de declarações difamatórias contra a presidência da Casa.

Além das suspensões, o corregedor defendeu a aplicação de censura escrita aos deputados Allan Garcês, Bia Kicis, Carlos Jordy, Caroline de Toni, Domingos Sávio, Julia Zanatta, Nikolas Ferreira, Paulo Bilynskyj, Marco Feliciano, Sóstenes Cavalcante e Zucco, juntamente com Pollon, Van Hattem e Zé Trovão.

Segundo Diego Coronel, as solicitações de punições foram baseadas na análise de imagens internas da Câmara e nas argumentações apresentadas pelas defesas dos parlamentares. Ele ressaltou a imparcialidade do trabalho da corregedoria e o cumprimento do compromisso de agilidade na entrega do relatório.

Os pedidos de suspensão de mandatos serão analisados pelo Conselho de Ética e pelo plenário da Câmara. A aplicação da censura escrita será avaliada pela Mesa Diretora da Casa. A corregedoria analisou os pedidos de afastamento de deputados do PL, PP e do Novo, enviados pelo presidente da Casa.

O motim em questão ocorreu no dia 5 de agosto, quando senadores e deputados da oposição ocuparam as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados. A ação visava protestar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia sido decretada no dia anterior pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Na Câmara, o presidente Hugo Motta enfrentou dificuldades para assumir sua cadeira na Mesa Diretora, devido à obstrução de alguns parlamentares, principalmente Marcel van Hattem e Marcos Pollon. Os parlamentares permaneceram no local durante a noite, impedindo o andamento dos trabalhos legislativos, exigindo ainda a pauta de propostas de anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado e o impeachment de Moraes.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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