Em cerimônia que marcou os 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, a 47ª edição do Prêmio ístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos premiou reportagens que se destacaram na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. A solenidade ocorreu em São Paulo e homenageou profissionais de diversas mídias.
O evento teve início com a exibição de imagens de um ato ecumênico realizado em memória de Herzog, que reuniu cerca de 8 mil pessoas na Catedral da Sé, desafiando o regime militar em 1975. Telões exibiram também o pedido de perdão da presidente do Superior Tribunal Militar (STM) aos mortos, desaparecidos e torturados do regime militar, gesto estendido aos familiares.
O filho de Herzog, Ivo, ressaltou a importância da memória e da justiça para a consolidação da democracia. Ele afirmou que o nome de seu pai se tornou sinônimo de resistência e que o prêmio é um tributo àqueles que não se calam.
Nesta edição, uma nova categoria foi criada para reconhecer produções focadas na defesa da democracia, com o objetivo de destacar pautas que tratam da política nacional, de ataques ao Estado Democrático de Direito e formas com que as instituições brasileiras atuam na defesa da democracia.
Na nova categoria, foram premiadas as reportagens “Os kids pretos: O papel da elite de combate do Exército nas maquinações golpistas”, e o documentário “8/1 – A democracia resiste”.
O programa “Caminhos da Reportagem”, recebeu menção honrosa na categoria “Produção ística em Vídeo”. O episódio “Mães de Luta” aborda a busca por justiça, memória e reparação pelas mulheres que perderam filhos, irmãos, sobrinhos ou netos em casos de violência policial.
Entre os demais premiados, destacaram-se trabalhos nas categorias Arte, Fotografia, Áudio, Multimídia, Texto e Livro-reportagem, abordando temas como racismo ambiental, violência contra a mulher, trabalho infantil e a relação entre agronegócio e milícias na Amazônia.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br