A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pode incluir o Complexo do Maracanã em uma lista de imóveis estaduais destinados à venda. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a inclusão na última quarta-feira, visando reduzir gastos e aumentar a receita pública.
O complexo engloba o icônico estádio do Maracanã, palco de duas finais de Copa do Mundo, e a Aldeia Maracanã, um prédio histórico que já abrigou o Museu do Índio e atualmente é ocupado por famílias indígenas.
A proposta original do Poder Executivo, contida no Projeto de Lei Complementar 40/2025, listava 48 imóveis para venda, mas não incluía o Maracanã. Segundo o projeto, muitos desses imóveis estão desocupados. O governador Cláudio Castro justifica a medida como uma forma de racionalizar o patrimônio imobiliário estadual.
A CCJ alterou a proposta, adicionando o Complexo do Maracanã e outros endereços, elevando a lista final para 62 imóveis. O presidente da CCJ e líder do governo na Alerj defende a inclusão, argumentando que visa reduzir gastos com imóveis subutilizados, gerar receita e cumprir a finalidade social da propriedade.
Um deputado estadual da oposição se manifestou contrário à venda, afirmando que o Maracanã é o principal equipamento esportivo do país e um símbolo da identidade carioca. Ele defende a preservação da Aldeia Maracanã e investimentos para transformá-la em um centro de referência internacional dos povos originários.
Para a proposta ser aprovada, ela ainda precisa passar pelo plenário da Alerj e ser sancionada pelo governador.
Atualmente, o Maracanã opera sob regime de concessão privada, gerenciada por um consórcio dos clubes Flamengo e Fluminense, com um contrato de 20 anos assinado em 2024.
A administração do estádio informou que cumprirá o contrato de concessão de 20 anos.
A situação da Aldeia Maracanã é controversa, com o governo estadual alegando ocupação ilegal por famílias indígenas. Há um histórico de disputas judiciais pela posse do local.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br