Brasil Reafirma Urgência por Financiamento Climático em Preparação para a COP30

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A delegação brasileira enfatizou a necessidade urgente de recursos financeiros para alcançar as metas de mitigação, adaptação e transição socioeconômica justa em face do aquecimento global. A discussão ocorreu durante o primeiro dia da Pré-COP, evento preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém.

Negociadores de 67 países, incluindo diplomatas, ministros e outros representantes de governos nacionais, participam da Pré-COP, que se estende até esta terça-feira em Brasília.

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, ressaltou a importância de inverter a lógica de extração de recursos naturais para o desenvolvimento econômico, redirecionando recursos humanos, financeiros e tecnológicos para a preservação e uso sustentável dos recursos naturais. Segundo a ministra, são necessários US$ 280 bilhões por ano apenas para proteger as florestas, uma quantia quatro vezes maior do que a disponível atualmente, além de US$ 16 bilhões anuais para a conservação dos oceanos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a ampliação do financiamento climático nos países em desenvolvimento como prioridade, com foco no “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, iniciativa para atingir US$ 1,3 trilhão em recursos por ano até 2035. A reforma de bancos multilaterais, o aumento do fluxo de investimentos e a mobilização do setor privado também foram temas abordados.

O presidente designado da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, mencionou o alinhamento dos países em torno do fortalecimento do multilateralismo, especialmente no tema da adaptação.

Até o momento, 62 países de 195 apresentaram formalmente suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), representando 31% das emissões globais. Grandes regiões poluidoras, como a União Europeia e a Índia, ainda não renovaram seus compromissos.

A sociedade civil também pressiona por ações ambiciosas, com organizações pedindo a disponibilização de US$ 86 bilhões por ano até 2030 para ações de adaptação, focadas nas comunidades mais vulneráveis. Há também a demanda pelo estabelecimento de espaços formais para a “Transição Justa”, garantindo um futuro digno para comunidades que precisarão transformar seus modos de vida, através do Mecanismo de Ação de Belém (BAM). A Climate Action Network (CAN) defende a uniformização conceitual sobre o que é Transição Justa, abrangendo todos os efeitos sociais e econômicos da transformação climática.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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