Inflação Atinge 0,52% em Setembro, Impulsionada Pelo Aumento na Conta de Luz

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou uma alta de 0,52% em setembro, acumulando 3,62% no ano e 5,1% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira.

O INPC é frequentemente utilizado como referência para o reajuste anual de salários de diversas categorias. O salário mínimo, por exemplo, utiliza o INPC anual de novembro para definir o valor do ano seguinte. Benefícios como seguro-desemprego e o teto do INSS também são corrigidos com base no INPC de dezembro.

Em setembro, três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram deflação: Habitação, Vestuário e Despesas pessoais. Outros grupos, como Educação, Saúde e Transportes, registraram leves aumentos. Comunicação, Alimentação e Artigos de residência também apresentaram queda nos preços.

A queda nos preços de alimentos e bebidas ocorreu pelo quarto mês consecutivo.

O aumento no grupo Habitação foi impulsionado pelo encarecimento da conta de luz, que subiu 10,57%. Esse aumento foi influenciado pelo fim da devolução do Bônus Itaipu e pela vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adicionou R$ 7,87 a cada 100 Kwh consumidos.

Para outubro, foi determinada a volta da bandeira vermelha patamar 1, com um adicional de R$ 4,46.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,48% em setembro e 5,17% em 12 meses. A diferença entre os dois índices reside na renda familiar considerada: o INPC abrange famílias com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA considera lares com renda de um a 40 salários mínimos. Os pesos dos grupos de preços pesquisados também são diferentes nos dois índices. No INPC, os alimentos têm um peso maior, refletindo o gasto proporcionalmente maior das famílias de menor renda com alimentação.

O INPC tem como objetivo corrigir o poder de compra dos salários, medindo as variações de preços da cesta de consumo da população assalariada de menor renda. A coleta de preços é realizada em diversas regiões metropolitanas e cidades do país.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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