Balança Comercial: Superávit de Setembro Cede, Mas Exportações Batem Recorde

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,99 bilhões em setembro, influenciado pela importação de uma plataforma de petróleo de Cingapura. O resultado representa uma queda de 41,1% em comparação com o superávit de US$ 5,08 bilhões registrado em setembro do ano anterior. Este foi o menor superávit para o mês em uma década.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial apresenta um superávit de US$ 45,478 bilhões, indicando uma retração de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da diminuição do superávit, as exportações alcançaram um recorde em setembro, totalizando US$ 30,53 bilhões, um aumento de 7,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As importações, por sua vez, somaram US$ 27,541 bilhões, um aumento de 17,7% na mesma comparação.

Em relação ao volume de mercadorias, as exportações cresceram 10,2%, enquanto os preços médios recuaram 2,5%. Nas importações, o volume de bens comprados subiu 6,2%, com o preço médio apresentando um aumento de 1,6%.

No que tange às exportações, os principais destaques foram os setores agropecuário (+18%), impulsionado pelo milho não moído, soja e café não torrado; indústria extrativa (+9,2%), com destaque para pedra, areia e cascalho, óleos brutos de petróleo e minério de ferro; e indústria de transformação (+2,5%), com crescimento notável em ouro não monetário, carne bovina e veículos automóveis de passageiros.

Quanto às importações, os maiores aumentos foram observados em bens de capital (+73,2%), influenciado pela importação da plataforma de petróleo; bens intermediários (+10,5%); e bens de consumo (+20,1%). Os combustíveis, por outro lado, apresentaram uma queda de 15,2%.

O Mdic revisou as projeções da balança comercial para 2025, elevando a estimativa de superávit comercial de US$ 50,4 bilhões para US$ 60,9 bilhões. As projeções para as exportações subiram de US$ 341,9 bilhões para US$ 344,9 bilhões, enquanto as importações caíram de US$ 291,5 bilhões para US$ 284 bilhões.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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