O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou avanços significativos na redução de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi feita em Brasília, neste sábado, e sucede um breve encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, no final de setembro.
Segundo Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a negociação resultou na diminuição de tarifas sobre determinados produtos. Madeira macia e serrada, por exemplo, tiveram a taxação reduzida de 50% para 10%. Itens como armários, móveis e sofás, antes taxados em 50%, agora estão sujeitos a uma alíquota de 25%.
O vice-presidente esclareceu que a Seção 232 da Lei de Comércio dos EUA, que estabelece tarifas de forma simultânea para todos os países, mantém a taxação de 25% para o Brasil e para o restante do mundo, no caso de armários e móveis, preservando a competitividade brasileira. A remoção do “tarifaço” de 50% representa a exclusão de aproximadamente US$ 370 milhões em produtos brasileiros exportados.
Alckmin expressou otimismo em relação ao futuro das relações comerciais entre os dois países, enfatizando que não há justificativa para a manutenção das tarifas, uma vez que os Estados Unidos possuem superávit na balança comercial com o Brasil.
O vice-presidente tem atuado como principal interlocutor do governo brasileiro nas negociações com os EUA, mantendo contato direto com o secretário de Comércio norte-americano.
Durante visita a uma concessionária de automóveis em Brasília, Alckmin também comemorou o aumento nas vendas de carros novos, impulsionado pelo programa Carro Sustentável, que oferece incentivos para a comercialização de veículos de entrada fabricados no Brasil que atendem a critérios de sustentabilidade. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas aumentaram 28,2% desde o lançamento do programa.
Lula e Trump devem realizar um novo encontro, seja virtual ou presencial, em data a ser definida. A reunião foi acordada durante o encontro em Nova York, semanas atrás.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br