Taxa de desemprego atinge 5,6% em agosto, igualando menor índice histórico.

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

A taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,6% no trimestre encerrado em agosto, igualando o menor patamar já registrado na série histórica. O índice, apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, representa uma queda significativa em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 6,6%.

No fim de agosto, o país contabilizava 6,1 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente da série histórica. Em contrapartida, o número de pessoas ocupadas alcançou 102,4 milhões. O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, atingiu 58,1%, mantendo-se no nível mais alto da série.

O número de empregados com carteira assinada também registrou um recorde, alcançando 39,1 milhões de pessoas. Houve um aumento de 1,2 milhão em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com análises, a queda na desocupação está relacionada com o setor de educação pública, especificamente com contratações temporárias nas prefeituras. No entanto, houve redução no setor de trabalho doméstico, o que pode ser um reflexo do mercado de trabalho aquecido.

A taxa de informalidade atingiu 38%, um ligeiro aumento em relação ao trimestre anterior (37,8%). Esse aumento é explicado pelo crescimento do trabalho por conta própria sem CNPJ, atingindo 19,1 milhões de pessoas.

No trimestre terminado em agosto, o rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.488, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior e com um aumento real (acima da inflação) de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A massa de rendimento totalizou R$ 352,6 bilhões, um aumento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 5,4% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Paralelamente, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou um saldo positivo de 147.358 vagas formais em agosto. Nos últimos 12 meses, o balanço é positivo em 1,4 milhão de postos de trabalho formais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Veja também