Hidrogênio Verde: A Promessa Energética Brasileira em Teste

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

A estrutura metálica das cidades, como pontes, edifícios e veículos, carrega um legado de emissões de gases poluentes devido ao uso intensivo de aço, cuja produção libera grandes quantidades de dióxido de carbono (CO₂).

Diante desse cenário, pesquisadores buscam alternativas para tornar a indústria siderúrgica mais sustentável, como a utilização de hidrogênio verde na transformação do minério de ferro em aço. Uma pesquisa premiada da Universidade de São Paulo (USP) demonstra o potencial do hidrogênio verde como elemento estratégico na transição energética. A iniciativa visa substituir o coque de carvão no processo de produção de aço, eliminando a emissão de CO₂ e gerando apenas vapor de água como subproduto.

A Suécia já possui um projeto piloto validado industrialmente, incentivando grandes siderúrgicas a investirem na produção de “aço verde” e na redução de emissões de CO₂.

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançaram o Brasileiro de Hidrogênio, uma plataforma pública on-line com informações estratégicas sobre o setor, visando atrair investimentos.

O hidrogênio verde é obtido a partir de fontes renováveis como hidrelétricas, solar e eólica, através da eletrólise da água. Ele pode ser transformado em combustível, matéria-prima para fertilizantes e utilizado na fabricação de aço.

A indústria siderúrgica é responsável por uma parcela significativa das emissões industriais de CO₂, tornando a adoção do hidrogênio verde uma solução promissora.

Estimativas apontam para um aumento expressivo na demanda global por hidrogênio até 2050, com a América Latina concentrando um volume considerável de investimentos. O Brasil, com seu potencial em energias renováveis, tem grandes expectativas em relação à produção de hidrogênio verde.

Entretanto, a implantação do hidrogênio verde enfrenta desafios como os altos custos de produção, a falta de infraestrutura logística, a necessidade de um marco regulatório claro e a dependência do acesso à água.

Um projeto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) enfrenta dificuldades na produção de hidrogênio puro e na manutenção de equipamentos, evidenciando a necessidade de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura para o avanço do setor. A expectativa é que novos investimentos públicos e privados impulsionem as pesquisas e tornem a tecnologia mais competitiva.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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